SEGUNDO TRABALHO DE PESQUISA PARA Bruna


TRABALHO DE PESQUISA 3 ANO DO ENSINO MÉDIO.
TEMA: O MUNDO FEUDAL.
Título: A formação e desenvolvimento do sistema feudal europeu.
Objetivo: Propiciar aos alunos maior aprofundamento nos assuntos relacionados ao período feudal europeu e suas contribuições para a formação do mundo moderno.
Situação Problema:
            Durante a Idade Média, europeus experimentaram grandes transformações e rompimento de paradigmas presentes na Antiguidade Clássica. Nesta nova ordem social a Igreja Católica apresentava-se como herdeira da estrutura deixada pelo Império Romano, ditando os novos rumos ao longo dos 1000 anos em que este sistema vigorou.  Os resquícios do sistema feudal são escassos nesta realidade capitalista em que estamos inseridos. Contudo ainda é possível notá-los em nossos calendários, festas religiosas e celebrações em todo mundo.
A partir de seus estudos sobre o período feudal europeu, responda as questões a seguir:
a)     Leia o trecho a seguir:
Feudalismo: Servidão, impostos, taxas, suserania e vassalagem
Fernanda Machado* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Estudar o feudalismo é conhecer a fundo o modo como viviam as pessoas no período medieval. O feudalismo pode ser definido como um modo de produção, ou seja, a forma pela qual as pessoas faziam produtos necessários à sua sobrevivência. Também é entendido como um sistema de organização social, estabelecendo como as pessoas se relacionavam entre si e o lugar que cada uma delas deveria ocupar na comunidade.
O feudalismo consolidou-se a partir do século 8 e teve seu período de maior desenvolvimento até o século 10. Depois disso, esse modelo de sociedade ainda sobreviveu em alguns reinos europeus até o século 15, no final da Idade Média. Mas, para entendermos como ele surgiu, é necessário voltarmos ao próprio início da época medieval.
O fim do Império Romano: O marco do início da Idade Média foi a desagregação do Império Romano do Ocidente, sediado em Roma, no século 5. Esse Império estava passando por sucessivas crises econômicas, devido à falta de escravos, e seu prestígio político declinava, devido a seu enfraquecimento militar e às invasões de povos bárbaros aos seus domínios.
Isolamento e proteção dos feudos: Assim, povos como os germanos (do Norte da Europa), os hunos (da Ásia), os vândalos (da África), além de húngaros e vikings (da Europa oriental) estavam atacando diversos pontos dos domínios romanos. Em 476, Odoacro, rei de um desses povos invasores, derrubou o imperador de Roma. A partir de então, os diversos povos, antes conquistados por Roma, passaram a se organizar em reinos, condados e povoados isolados, para se protegerem dos ataques dos estrangeiros. Esse isolamento também se estendia à área econômica, levando-os a manter basicamente uma produção para consumo próprio.
A população mais pobre, que vivia de trabalhos no campo, passou a submeter-se aos interesses dos poderosos de uma região, em troca de proteção contra esses ataques externos. Poder, no caso, significava a posse de armas e o comando de soldados. O estabelecimento dessa proteção dos mais poderosos aos pobres, em troca da lealdade, foi adotada pelos povos germanos, que foram dominando grande parte do extinto Império romano do ocidente.
Com o passar dos séculos, os camponeses foram se tornando cada vez mais dependentes desses senhores. Assim, os trabalhadores do campo, além de entregarem os produtos que cultivavam aos seus protetores, passaram a dar-lhes suas terras e oferecerem seus serviços para outras atividades. Com isso, grande parte dos camponeses tornaram-se servos.
Servidão: uma escravidão mais branda: A servidão era uma espécie de escravidão mais branda, pois, ainda que os servos não fossem vendidos, estavam obrigados por toda a vida a entregarem produtos e prestarem serviços a seus senhores. Além disso, não eram proprietários das terras em que trabalhavam, pois estas lhes eram "emprestadas" pelos senhores. A servidão era transmitida dos pais para os filhos, assim como os títulos de nobreza também eram hereditários.
Por sua vez, os nobres poderosos eram os chamados senhores feudais. Tinham esse nome em função do tipo de propriedade que possuíam, os feudos. Estes eram extensas propriedades de terras, mantidas isoladas para garantir a proteção das pessoas que ali viviam dos ataques de inimigos externos. Essas unidades eram supridas com uma produção de alimentos quase auto-suficiente, ou seja, produzida pelos próprios moradores, na medida de suas necessidades de consumo.
No plano dessas relações servis, havia diversos tipos de impostos que os servos tinham que pagar aos seus senhores, incluindo também os serviços que prestavam a eles. Desse modo, no manso senhorial - que eram as terras do feudo de uso do senhor e representavam um terço da área total - os servos tinham que trabalhar vários dias por semana, numa prática chamada de corvéia.
Impostos e taxas do feudo: No manso servil - que eram as terras pertencentes ao feudo, de uso dos camponeses, mas não de sua propriedade - parte do que era produzido ia para o senhor feudal. Essa taxa ficou conhecida como talha. Como os senhores feudais não deixavam escapar nenhuma oportunidade de cobrança de taxas ou impostos, os servos também pagavam a banalidade, um imposto pelo uso dos fornos e moinhos que o senhor controlava. Havia também um pagamento relativo ao número de servos que moravam nos feudos, e era cobrado individualmente, "por cabeça" (ou em latim per capita): era a capitação. Por fim, o imposto da mão morta é uma demonstração cabal de até onde podia chegar a exploração dos senhores feudais sobre os servos, pois, além de herdar a servidão dos pais, quando estes morriam, os filhos ainda deveriam pagar mais essa taxa, para continuarem servindo ao mesmo senhor.
Mas não eram somente servos e senhores feudais que viviam em função dos feudos. Havia também homens livres e vilões (moradores de vilas, ou pequenas povoações). Estes eram pessoas pobres, que, para terem direito de plantar e colher em suas terras, trabalhavam também no manso senhorial, pagando ao senhor a corvéia.
Disponível em: http://educacao.uol.com.br/historia/ult1690u18.jhtm. Acesso em 27/03/2010.
Após leitura do texto responda as questões a seguir:
1      Destaque a definição de feudalismo presente no texto.
2      Explique qual o papel dos "povos bárbaros" na formação do feudalismo.
3      Explique como a posse da terra, na Europa Feudal, determinava a estrutura social e as relações de poderes neste sistema.
4      Com base no texto, explique qual o novo papel do censo neste período histórico.
5      Explique no que consistia a cobrança da banalidade e qual justificativa da autora para a cobrança deste imposto.
INFORMAÇÕES GERAIS:
O trabalho de pesquisa levará em conta os seguintes critérios e valores:
a)     Estarão sendo observados como critério de avaliação:
- Coerência entre a proposta do trabalho e a produção entregue pelo aluno. (0,3)
- Clareza na produção escrita. Os textos devem conter introdução, desenvolvimento, conclusão e bibliografia. (1,5)
- Ortografia e Gramática. (0,2) 
b)    Os trabalhos podem ser entregues manuscritos, digitados e também em cópia eletrônica (neste caso será levado em conta à data da postagem), não sendo necessária a observância das normas da ABNT.
c)     Os casos de plágio, além de constituírem-se em crime de propriedade intelectual, tornaram os trabalhos sem validade recebendo a nota zero. Neste caso o aluno em questão tem o direito de realizar a recuperação de estudos referente ao assunto tratado no trabalho.
d)    Os trabalhos entregues fora da data estipulada entre professor da disciplina e os alunos, serão anulados e receberam o valor zero.  Neste caso o aluno em questão tem o direito de realizar a recuperação de estudos referente ao assunto tratado no trabalho.
e)     Casos omissos serão resolvidos entre a coordenação e o professor da matéria.

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