O tempo não era nada convidativo nos últimos dias do mês de Dezembro em Volta Redonda. A chuva chegou forte no dia de Natal e persistia. Estava conformado e não repetiria os erros da vinda quando fiquei encharcado em um dilúvio quando esta próximo a São Paulo.
Emfim, o dia 27/12 amanheceu nublado! Depois de pedidos de adiar a viagem feitos pela Sra D. Vera, parti pra retirar a Valez da garagem, após 3 dias estava pronto pra cair na estrada.
Eram 8 hrs quando sai do posto da 66 em Volta Redonda, tanque cheio, trilha sonora pronta, sorriso na cara e vamos em frente. A ideia de fazer em apenas uma perna o trajeto não me abandonava, sabia dos riscos e não estava com vontade de voltar de ambulância pra casa.
Resolvi ir sentindo a estrada aos poucos e decidir depois. O tráfego estava tranquilo e tudo fluía a contento, quando um pouco pra frente de Resende a chuva tomou conta da brincadeira ( não seria um dia fácil), ainda bem que era forte mais foi rápida, um prenuncio do que aconteceria no mês de janeiro na região do estado do RJ.
O dia ia seguindo e os pedágios passando, já em Aparecida do Norte ( abastecimento 7 l 175 km rodados). Realizadas as ligações pra tranquilizar a família rumamos para São Paulo, na contas ainda poderia almoçar em algum posto da marginal antes de continuar. Dito e feito por volta de 12h30 estava abastecendo em um posto já em São Paulo. O corintiano que me atendeu sugeriu a lanchonete e lá fomos nós encarar um suco de manga, barra de cereal de banana, água de coco e um pão de queijo.
Esticado o caveirão, despedimos da galera que estava em volta da moto e partimos rumo a Curitiba. Enquanto isto na minha casa as apostas eram estavam na mesa: Chegaria no mesmo dia (Sr. Seu Marcos) ou iria parar muito pra bater foto e ficar com as recordações ( Sra. D Vera) ????? O dia iria decidir qual a perspectiva seria vencedora no final do dia.
E tome pedágio, nem lembro mais quantos foram, mas alguém já deve ter contato. Bom, depois de uma pequena errada básica no rodoanel, não me fez perder mais do que 10 minutos, Curitiba estava logo ali! Eram pouco mais de 400 km e ainda tinha toda parte da tarde pra rodar. A serra de Juquitiba tirou um pouco a tranquilidade da brincadeira, mas tudo bem os caras acham que tendo carro grande podem fazer o que estiverem com vontade. A lógica aí é torta, porque sempre vai ter um cara maior que você no mundo, seja quer for. Então a galera passava esfregando na moto, mais pro frente um troglodita passava por cima deles, o lei do cão nas estradas, vamos lá tamo chegando.
Registro foi a parada escolhida e em todo percurso optei pelas grandes redes de postos, alguém pode dizer do preço do combustível, mas compensa na hora de carregar os alforges pra dentro do restaurante. (188 km 8l). Nesta parada encontrei um camarada de São Paulo que tava indo fazer um rolé pela América do Sul... Cara que coceira de continuar a viagem depois de Curitiba, mas o dever chamava e não era desta vez que iria para o extremo sul.
Conformado e com dores no corpo, mas sem perder o sorriso na cara, seguimos em frente com estoque de água pra chegar em casa.
Esta foi talvez a parte mais tensa da viagem, porque um carinha num celta branco resolveu fazer roleta russa e me colocar na brincadeira. O lance foi assim, vinha pela direita, com 3ª pista na subida e fiz o normal, ao invés de agir como um animal e ultrapassar pela direita. Pior besteria, o cara ficou irritado e trancou a passagem, resultado acabou o 3 pista entraram os caminhões e a bagaça ficou tensa. Só me deu passagem bem depois, e como também não sou calmo quando tratando-se de transito, reclamei e abri a goela da bicha pra recuperar o tempo perdido,  acho que uns 20 km pra frente quem encosta dando luz???? O carinha. Pensei: Pô, não é que o cara vai querer tirar satisfação??? Dito e feito ultrapassou abriu e freou bruscamente na frente da moto..... não vou repetir as palavras de afeto neste momento. Pra encurtar a história, já que a lampada da reserva acendeu resolvi tomar um café e mandei o celta pra frente.
A última parada foi a 10 km de Ctba, só pra desbaratinar e esticar mais uma vez o corpo.
18:30 estava entrando na garagem do prédio doido por um banho e uma pizza. Quilometragem total 1476km, tempo de retorno 10h30.
Agora é preparar a próxima trip com a magrela.
  

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